Todos estão carecas de saber que diversos vídeos foram banidos ou simplesmente tiveram suas monetizações suspensas pois possuíam algum tipo de conteúdo protegido por copyright, ainda que apenas uma parte desse conteúdo estivesse sendo utilizado.
Mas bom, nem tudo são fezes na vida do criado de conteúdo não é mesmo? Errado, a famigerada UE ou União Europeia para os íntimos vem decretando uma série de leis que limitam cada vez mais a criação de conteúdo independente. (Pasmem, com o discurso de que é pela liberdade de criação).
O Copyright nada mais é do que uma ferramenta de manipulação. Uma forma de controlar arbitrariamente quem pode ou não falar ou criar algo novo sobre um determinado conteúdo intelectual que você tem apropriado.
O que possuímos hoje como copyright nada mais é do que o sequestro de um valor intelectual. O sequestro de ideias no qual nada novo poderá ser construído aos moldes de algo que não possuí valor sozinho.
Cultura é colaborativa, certamente a ideia inicial de um projeto, solução, serviço pode sim ser sua mas dificilmente o resultado final será. Conectados a milhares de pessoas que podem acessar nosso trabalho e ideias e contribuir diretamente com ele torna difícil afirmar que o mérito é de apenas uma única pessoa.
O autor deve sim ser citado, porém o mesmo não pode conter o direito de impedir que outras ideias e soluções nasçam a partir da sua criação. As diversas colaborações tornam o conteúdo verdadeiramente rico, e só quando compartilhamos as informações conseguimos de fato ter algo novo.
Da forma que se existe hoje, o Copyright é um dos principais contribuintes para a pirataria.
Os dois maiores conglomerados do mundo foram formados a partir de uma interface que não foi produzida por nenhuma das duas, mas sim pelo núcleo de pesquisa da Xerox.
Em outras palavras, o Windows e MacOS não seriam possíveis sem a direta contribuição da Xerox com a sua interface gráfica e mouse, possibilitando o avanço na usabilidade e popularização de computadores pessoais, porém, estas mesmas empresas combateram-se fortemente ao longo dos anos pelos direitos a essa tecnologia que originalmente não pertencia a nenhuma das duas.
Copyright é um exemplo por sí só de como terceiros podem privar toda uma parcela da sociedade do uso de uma tecnologia, a exemplo recente temos a Intel que moveu ações na justiça contra a Microsoft e a fabricante chinesa de processadores ARM, Qualcomm, por utilizar emulação da arquitetura X86.
Concluindo, todo o desenvolvimento nasce da colaboração e compartilhamento de ideias. Quando impedimos que uma ideia seja compartilhada, toda a sociedade se torna vítima desta prática e perdemos o que há de mais importante de se viver em sociedade.
Porém a discussão não acaba aqui. Caso este texto tenha te chamado a atenção, peço que ouça nossa mini-série sobre Copyright no Musubi Podcast. Peço também que comente e nos compartilhe sua opinião: O que pensa a respeito do Copyright? Acredita que esta é mesmo a melhor forma de dar os devidos créditos a um idealizador ou existem métodos mais efetivos para isso?
Esse post foi uma colaboração com Edgar Fahrenheit. Escute nossa série sobre Copyright no Spotify:
