O primeiro emulador foi criado em 1964 por Larry Moss, na época funcionário da IBM, consistindo em um Software que fazia com que os programas criados para o mainframe IBM 7070 rodassem na mais nova linha de computadores da IBM, os System/360. Fonte: Wikipedia, a enciclopedia livre
Atualmente os emuladores de videogames tem ganhado força justamente pelo crescente saudosismo criado pelas crianças dos anos 80 e 90 que agora são adultas e desejam reviver àqueles bons momentos passados diante de um console ou querem apresentar para seus filhos como era a diversão promovida pelos games de sua época.
Hoje em dia é cada vez mais fácil emular seus consoles favoritos da época, graças a evolução da tecnologia, computadores do tamanho de um cartão de crédito rodando chips ARM, semelhantes ao de seu celular, são capazes de emular os mais diversos consoles, podendo ser ligados a sua TV e emulando não só os jogos em si, mas a experiência como um todo.
Nos dias atuais, o mais comum é fazermos uso de “centrais de emulação”, geralmente baseadas nas bibliotecas do projeto de código aberto LibRETRO, uma API multiplataforma que faz uso de múltiplos emuladores conhecidos, divididos em forma de “cores” (núcleos), se fazendo capaz de emular inúmeros dispositivos, sejam eles consoles de videogame ou computadores da época.
Originalmente criado para o front-end RetroArch, disponível para diversos sistemas diferentes, além de existirem vários projetos que utilizam das suas bibliotecas como o famoso Retropie para o mini-computador Raspberry Pi.
Existem emuladores para as mais variadas plataformas, sendo possível hoje em dia, até mesmo emular alguns consoles dentro de outros videogames! O Xbox original, por exemplo, possuí uma ampla lista de emuladores a sua disposição e a Nintendo já fez uso de emuladores proprietários para a implantação do Virtual Console em videogames como o Nintendo Wii, Nintendo WiiU e Nintendo 3DS.
A cada dia que passa os emuladores se tornam mais complexos e poderosos, hoje sendo possível emular consoles com grande poder de processamento, como o Nintendo Wii U pelo projeto "Cemu Emulator", o recém-lançado Nintendo Switch, com o projeto "Yuzu", PlayStation 3 via "RPCS3 Emulator" e agora, até mesmo o PlayStation 4 se tornará ‘emulável’ com o avanço de projetos como o "Spine" e "Orbital"!
Na prática não ha nada de ilegal em desenvolver e distribuir um emulador, desde o mesmo não infrinja nenhuma lei de copyright, sendo proibida a distribuição do mesmo com jogos ou com suas respectivas BIOS proprietárias.
Porém esse é um terreno meio “cinza” para quem já conhece esse meio da emulação. Já que por muitas vezes os emuladores são o único meio de se jogar um jogo que fora restrito à apenas uma região do planeta, ou que nunca deu as caras de forma oficial em um cartucho ou CD.
Um bom exemplo disso é o Satellaview que era um serviço via satélite desenvolvido para o Super Nintendo que acompanhava um hardware e disponibilizava games exclusivos para os assinantes do serviço. O Satellaview ficou no ar de 1995 a 2000 e alguns dos títulos exclusivos como: BS Zelda, um game exclusivo da franquia The Legend of Zelda que contava com a voz de um narrador que guiava o jogador para suas aventuras; BS F-ZERO Grand Prix, uma pseudo-continuação do clássico F-Zero para Super Nintendo que contava com a adição de uma nova liga e mais algumas novidades.
Hoje em dia é possível jogar esses e outros games de forma traduzida (para inglês, geralmente) graças a emulação e as comunidades que se deram ao trabalho de fazer backup e traduzir esses arquivos de ROMs (jogos) diretamente dos cartuchos de memória remanescentes preservando assim a história e possibilitando que toda uma nova leva de fans do console pudessem aproveitar esses títulos até então exclusivos a um pequeno grupo de jogadores.
Graças ao esforço da comunidade LibRETRO, o RetroArch será publicado diretamente na Steam, sendo essa hoje a maior plataforma de distribuição e venda de jogos para PC do mundo! Isso significa que muito mais pessoas terão acesso ao RetroArch e poderão usufruir dos recursos que a Steam provê para os seus jogos.
No momento o RetroArch baixado pela loja da Steam não terá nenhuma diferença do baixado pelo site oficial porém a comunidade não descarta aproveitar-se da SDK de desenvolvimento da Steam para expandir ainda mais a gama de possibilidades do front-end!
Este artigo foi apenas uma breve introdução ao assunto. Pretendo ir mais a fundo sobre cada elemento disposto aqui e no futuro, publicar alguns artigos falando sobre a pirataria de jogos em si e mais detalhes técnicos sobre como funcionam os emuladores e afins.
Caso tenha gostado do que leu, publiquei uma mini-série em meu podcast, o Musubi abordando mais afundo o caso dos copyrights, patentes e os princípios éticos da famigerada pirataria.
